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Lunes, 11 de diciembre de 2017

 
 

 

| Brasil | Estudantes brasileiros ocupam escolas para parar "reorganização educacional"

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Em 09 de novembro de 2015, estudantes de escolas públicas do Estado de São Paulo iniciaram um movimento para ocupar suas escolas em protesto contra o fechamento de cerca de 94 escolas, uma medida proposta pelo governador Geraldo Alckmin. Desde então, o movimento dos ativistas estudantis cresceu, com mais de 200 escolas ocupadas atualmente.

Anunciado pela Administração Educacional do Estado em setembro a proposta do governo afeta 311.000 alunos e suas famílias e 74.000 professores em 1.464 escolas. De acordo com o Secretário de Estado da Educação de São Paulo Herman Voorwald, a proposta baseia-se em uma série de estudos e dados estatísticos com o objetivo de melhorar a qualidade da educação. A ideia principal é reduzir a complexidade da administração das escolas as separando em três níveis: "Ensino I Fundamental" (idades de 6 a 10), "Ensino II Fundamental" (idades 11 a 14) e "Ensino Médio" (idades de 15 a 17).

Desde o dia 06 de outubro, os alunos de São Paulo vêm protestando a fim de pressionar a secretaria de educação de São Paulo a publicizar os detalhes da proposta. Os protestos se intensificaram a partir de 25 de outubro, quando a secretaria de educação anunciou o fechamento de 94 escolas. O destino final destas escolas é desconhecida.

No dia 10 de novembro, estudantes ocuparam duas escolas, E.E. Fernão Dias e a E.E. Diadema. No dia seguinte após a ocupação destas escolas a administração educacional anunciou interesse em negociar com estudantes. No entanto, as negociações falharam quando os alunos não aceitaram a exigência do governo de que eles deixassem as escolas para irem ao prédio da administração do Estado. Em vez disso, eles procuraram os representantes do governo para irem negociar diretamente nas escolas. Pouco depois, o governo ordenou que a polícia militar desocupasse a força a escola Fernão Dias. No entanto, uma ordem judicial impediu que a polícia entrasse na escola. De acordo com o juiz, “a ocupação estudantil é uma questão de política pública e não há nenhuma ameaça que justifica-se a ação da polícia.”

Após esses fatos alunos de outras escolas no estado de São Paulo também ocuparam suas escolas e em três semanas já são mais de 200 escolas ocupadas. A maioria destas escolas ocupadas estão em bairros pobres.

Nas escolas ocupadas, os estudantes estão organizando aulas alternativas com professores voluntários, palestras sobre várias questões sociais, atividades culturais e também trabalhos de manutenção como a limpeza da escola. Um grande exemplo de auto-organização. Os ativistas estudantis estão contando o apoio de pais, educadores, jornalistas, advogados e ativistas.

Todas as formas de diálogo e de luta foram usadas como reuniões com líderes da educação, petições, passeatas e até mesmo breves ocupações de prédios públicos. No entanto, o governo deixa claro que ele não está aberto a negociações sobre a "reorganização" das escolas.

Esta resistência dos estudantes para a "reforma" está se espalhando. As escolas públicas vão sofrer ainda mais se o governo do estado consegue ter sucesso em seus planos. Os estudantes devem colocar um fim ao conjunto dos planos do governo, e estão prontos para a batalha. Neste momento, mais de 200 escolas públicas estão sob o controle dos alunos e sua demanda é: terminar o processo de reorganização educacional!

Contra a reestruturação, vamos ocupar as escolas! Por educação pública, gratuita e de qualidade!

Escrito por Herbert Claros