Red Internacional de Solidariedad y de Luchas


Lunes, 11 de diciembre de 2017

 
 

 

Brasil | Neste 24 de Maio vamos ocupar Brasília!

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Em defesa de nossos direitos trabalhistas e de nossa aposentadoria! Preparar a Greve Geral de 48 horas!

No Brasil, contra as reformas da Previdência e trabalhista e a Lei da Terceirização, por emprego e nenhum direito a menos, contra o governo Temer e todos os corruptos do Congresso, fizemos uma Greve Geral vitoriosa no dia 28 de Abril!

Paramos o Brasil por 24 horas com aproximadamente 50 milhões de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros mobilizados neste dia de luta.

A CSP-Conlutas impulsionou quase uma centena de Comitês de Base, que unificou movimentos populares, sindical, juventude e trabalhadores de base.

Ainda assim, com uma explosão de força do movimento que segue disposto e furioso contra estes ataques, Temer e o Congresso insistem na aprovação das reformas, para acabar de vez com os direitos históricos dos trabalhadores no Brasil conquistados com muita luta.

Por isso, neste dia 24 de Maio vamos ocupar Brasília. A previsão é de que 100 mil trabalhadores e trabalhadoras estejam nesta marcha histórica em defesa de nossos direitos!

É hora de derrotar as reformas trabalhista e da Previdência e esses políticos corruptos do Congresso Nacional. Queremos a prisão e o confisco dos bens dos corruptos e das empresas corruptoras.

Reforma trabalhista
O projeto da reforma trabalhista traz mudanças em pelo menos 100 tópicos de nossa CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Entre elas, modificações nas férias, no intervalo de almoço, tempo de deslocamento e desregulamentação da jornada de trabalho. Combinada à terceirização e ao trabalho temporário, a tendência, se não houver resistência, é perdermos conquistas de décadas.

O ponto central da reforma trabalhista do governo Temer e de seus políticos é a mudança da forma das empresas negociarem com os trabalhadores. O objetivo é dar todo poder ao patrão, ainda que o que ele queira impor ao trabalhador esteja fora da lei. Ou seja, no caso de relações trabalhistas, a lei não valeria mais nada e direitos poderiam ser rebaixados.

O nome difícil que eles deram para isso é “Negociado sobre o Legislado”. Se quiserem retirar direitos alegando crise, reestruturação da empresa ou mau humor do patrão poderão fazê-lo sem maiores explicações.

Reforma da Previdência
O governo alega que a Previdência dá prejuízo, e que a reforma é necessária. Mas a verdade é que o governo manipula os cálculos e há centenas de empresas que devem para a Previdência Social cerca de R$ 500 bilhões, desde o final de 2016 até hoje.

A reforma pretende aumentar a idade mínima para aposentadoria, o tempo de contribuição e, para ter direto à aposentadoria integral, o trabalhador deverá contribuir por, no mínimo, 40 anos. Ou seja, o brasileiro deverá trabalhar até morrer. Além de reduzir aposentadorias especiais e aplicar uma regra de transição aos que estão no mercado de trabalho.

CSP-Conlutas não negocia direitos!
Se um direito for negociado, será mais difícil derrubar outros depois. Para nós, da CSP-Conlutas, não há o que negociar quando se trata de retirada de direitos. Muito menos com um governo envolvido em esquemas de corrupção.

Fazemos um chamado às Centrais Sindicais que estão à frente das lutas para que não negociem nenhum direito dos trabalhadores e que convoquem nova greve geral, desta vez de 48 horas, até que desistam de todos esses projetos!