Red Internacional de Solidariedad y de Luchas


Jueves, 19 de octubre de 2017

 
 

 

| Brasil | O que restou da tragédia em Mariana? Impunidade aos culpados: Samarco/Vale/BHP

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A tragédia em Mariana, com o rompimento da barragem da Samarco no dia 5 de novembro de 2015, produziu cerca de 50 mil toneladas de lama, que avançou pelo Rio Doce e alcançou o Oceano Atlântico, destruindo o município de Bento Rodrigues.

Cidades às margens do Rio Doce tiveram o abastecimento de água prejudicado, sob o risco de contaminação, e comunidades e trabalhadores da pesca sem a possibilidade de garantir o próprio sustento.

A Vale e sua join-venture com a BHP foram acusadas por crime ambiental, mas até o momento não há punições dos responsáveis pelo ocorrido, considerado como uma das maiores tragédias sócio-ambientais do mundo.

Confira o vídeo da CSP-Conlutas sobre o caso:


Entidades e movimentos sociais em luta por justiça

Em dezembro de 2015 a CSP-Conlutas realizou um Seminário Nacional em defesa dos trabalhadores e da população atingida pelo desastre provocado pela Samarco/Vale/BHP.

O tom da atividade foi de denúncia e também de reivindicação, demandando segurança para os trabalhadores, controle da empresa nas mãos dos trabalhadores, bem como da produção de minério e de suas riquezas, a reestatização da Vale e estatização da Samarco.

No dia 2 de março, uma Fundação foi criada pela Samarco, Vale e BHP, fazendo com que a definição do valor das indenizações fossem definidas pela própria Fundação. Além disso, a Fundação oferece advogados aos que recusarem a proposta de indenização, o que coloca em xeque as garantias de legitimidade do processo.

Para reivindicar justiça aos trabalhadores que foram direta ou indiretamente afetados, a CSP-Conlutas realizará um Tribunal Popular contra as empresas responsáveis por esta tragédia. A atividade ocorrerá em Minas Gerais, na cidade de Mariana.