Réseau Syndical International de Solidarité et de Luttes


dimanche, 20 août 2017

 
 

 

| Brasil | Trabalhadores da Mabe Hortolândia desocupam fábrica, após ação da PM

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Resistência do movimento continua do lado de fora da empresa

Na tarde deste domingo (3), os trabalhadores da Mabe Hortolândia, que ocupavam a fábrica desde o dia 15 de fevereiro, foram surpreendidos com a ordem de reintegração de posse emitida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). Além da PM, a empresa colocou cerca de 50 seguranças privados dentro da fábrica, após a desocupação.

Essa operação da polícia militar tinha orientação na decisão do juiz Eduardo Bigolin de usar a força policial caso os trabalhadores resistissem. Não tendo tempo de reação, os operários saíram de maneira pacifica. Apesar da truculência policial, esses trabalhadores mantêm o acampamento do lado de fora.

A fábrica de Hortolândia foi ocupada após a empresa abrir falência e não pagar os direitos trabalhistas dos funcionários. Até agora, esses operários só receberam o FGTS e o seguro desemprego. O dinheiro referente às férias, PLR, e rescisões trabalhistas não foi pago e não há sequer previsão. Cerca de 2 mil trabalhadores estão nesta situação.

Entre esses operários está Gelson Coelho, que trabalhou 12 anos na empresa e não se conforma em ser demitido sem direito a nada e a empresa sair impune. Com dois filhos e uma companheira – que não está trabalhando – sobrevive com a ajuda de amigos e parentes. “A empresa abriu falência, com a alegação de crise, mas depois desse golpe que eles deram na gente, estão abrindo outro CNPJ para continuar ganhando em cima da nossa exploração”, disse o operário durante uma manifestação desses trabalhadores, realizada no dia 3 de março.

A Mabe está sob administração jurídica e há indícios que a empresa reabra com um novo CNPJ. No entanto, não há garantia de que esses trabalhadores sejam recontratados.

Para o dirigente da CSP-Conlutas, Central Sindical e Popular que compõe a Rede Sindical de Solidariedade e Lutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, é preciso cobrir de solidariedade esses trabalhadores. “A empresa ao invés de dialogar com os trabalhadores e pagar o que deve, age com truculência com o aval da justiça e omissão dos governos municipal e estadual. Os trabalhadores ocuparam a fábrica em protesto contra o não pagamento de seus direitos. A Mabe quer dar calote nos trabalhadores e usa como artifício para isso a abertura de falência. É preciso cobrir de solidariedade esses trabalhadores e exigir dos governos e da empresa o pagamento dos direitos trabalhistas dos operários da Mabe”, salientou.

Confira a nota de apoio aos trabalhadores da Mabe :

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Saiba mais no site da CSP-Conlutas.