Réseau Syndical International de Solidarité et de Luttes


mercredi, 8 juillet 2020

 
 

 

COVID-19 : O estado assassina !

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Estamos publicando este texto da federação SUD Santé Sociaux, pois ele reflete a realidade encontrada pelo pessoal deste setor em nossos diferentes países.

No dia 17 de novembro de 2019, na cidade de Wuhan, em China, apareceu o coronavirus 2019 (COVID-19). No dia 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarava o Estado de Emergência de Saúde Pública de alcance internacional. Agnès Buzyn, então ministra das Solidariedades e da Saúde declarou ter informado Edouard Philippe, primeiro ministro, da iminência da pandemia...

Em França, desde que o governo de Emmanuel Macron está no poder, ele doma com extrema violência todos os movimentos : Coletes Amarelos, em defesa da Pensão da reformae da Saúde, etc. Ele criminaliza xs manifestantes, equipa suas forças da lei com milhões de euros de material e de munições de guerra para vazar um olho, ferir, matar... E preparar, no descuido geral, com a cumplicidade dos partidos políticos institucionalizados, as eleições municipais sem tomar medidas particulares sobre a circulação de bens e de pessoas. Normal por parte dum governo ultra-liberal, capitalista e fascista.

No dia 24 de janeiro de 2020, os primeiros casos de Covid-19 são declarados em França, e começa tudo. Os casos de contaminações explodem no hospital mas também nos EHPAD, médico-social e social, de quem é a culpa ?

O pessoal da saúde é enviado em primeira linha sem proteção e com directivas contraditórias, alteradas conforme o stock ! Hoje são mais de 3500 colegas que foram contaminadxs pelo Covid-19, alguns e algumas em reanimação desde várias semanas.

Hoje contamos nossxs mortxs.

Consideramos como responsavél o governo que, numa falta de preparação digna do governo “Grolandais”, envia o pessoal hospitaleiro à morte. Não esquecemos que ontém o governo reprimava quando pedíamos meios par a saúde, hoje ele assassina-nos !

Nossas únicas armas são as máscaras, ausentas ; as luvas, ausentas ; os óculos e viseiras, ausentes ; as batas, ausentas ; geles hidroalcoólicos, ausentes ; os ventiladores, ausentes ; sacos de cadáveres, ausentes... E a lista não é exaustiva.

A comunicação do presidente da república e do seu governo é para vomitar, incapaz de proteger xs cuidadorxs, excepto adaptar a sua linguagem e impor aos colegas, por falta de meios, de trabalhar de forma degradada. Falta tanto material que as normas sanitárias são diferentes de um dia para um outro.

Hoje, enquanto xs ministrxs, diretorxs d’estabelecimentos, deputadxs, etc. Tentam salvar o cu com tal “não fui eu, foi ele, é culpa do governo anterior”, à esses dizemos que são cúmplices dessa política mentirosa que mata ! Relembramos aos estabelecimentos que ficam libres de multiplicar as encomendas de materiais junto à novos fornecedores, inclusive estrangeiros, sem ter obrigação de esperar pela distribuição dos stocks do Estado. Relembramos aos mesmos que são libres de denunciar as necessidades gritantes em material de proteção, material biomédical, em produtos farmacêuticos em vez de repetir o discurso mentiroso e mortal do governo ! Relembramos aos Presidentxs das Regiões que até são libres de pedir que um maxímo de empresas sejam obrigadas à pôr-se em capacidade de modificar as linhas de produção para responder as necessidades vitais e urgentes...inclusive localmente.

É, entre outras coisas, o que pede SUD, em vão, desde muitas semanas ao governo !

Temos ódio no fundo um ódio fundamental
(Bernard Lavilliers)

Temos dentes de lobos e uma memória de elefante. Esperamo-vos na curva do desconfinamento, não esqueceremos nada ! Vossa incompetência, vossas mentiras, vossa soberba, vosso desprezo...

“ah não devíamos preocuparmo-nos, dizíeis, essa gripezinha vai passar !”

Preocupai-vos : vós, agora ! Os assassinatos pagam-se mais cedo ou mais tarde, xs trabalhadorxs expostxs ao SAR-coV 2 pela vossa incúria aparecerão de novo à sua boa lembrança e farão tudo para que passem perante a justiça do povo e não perante a vossa justiça burguesa !