Red Internacional de Solidariedad y de Luchas


Domingo, 23 de septiembre de 2018

 
 

 

CSP-Conlutas e Rede fazem chamado para reunião que organiza atos contra o G20

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Durante a mesa de conjuntura internacional da Reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, ocorrida entre os dias 17 e 19/8, foi divulgado mais um passo para a organização de luta contra o Encontro do G20, que deve ocorrer nos dias 3o/11 e 1º de dezembro em Buenos Aires, na Argentina. A Central, por meio do Setorial Internacional, fez um chamado, com o reforço da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas, para a reunião, marcada para o próximo dia 31 de agosto, no centro de Buenos Aires. [CONFIRA AQUI A CONVOCATÓRIA]

Este será o momento em que o movimento se reunirá em atividades temáticas estratégicas, com o fim de estabelecer os detalhes práticos das ações contra o encontro dos governos do G20.

O integrante do Setorial Internacional, Herbert Claros, informou que a orientação é de que caravanas daqui do Brasil sejam enviadas para esse dia de protestos, "com o objetivo de organizar uma coluna da CSP-Conlutas no ato".

A CSP-Conlutas aprovou a incorporação ao chamado internacional por acreditar na luta direta e na necessidade do internacionalismo como meios indispensáveis na luta contra o capitalismo, e se esforçará nesta construção a nível internacional a partir da Rede Sindical Internacional, "mediante as resoluções aprovadas em seus últimos dois encontros (encontro das Américas – outubro/2108 e encontro internacional – janeiro/2019) em apoiar as mobilizações internacionais contra os fóruns dos capitalistas", destaca a Central em resolução do setorial.

Confira a moção em [espanhol/español]
Confira a moção em [inglês/english]

Encontro de capitalistas - O evento terá a presença de presidentes e ministros da economia dos países, com a confirmação de Angela Merkel, da Alemanha, e Donald Trump, dos Estados Unidos. As grandes potências nesta reunião definirão as políticas que vão aprofundar os ataques e a exploração dos povos.

Contra esse fórum de capitalistas, a proposta é que os trabalhadores tomem as ruas em protesto contra as políticas de austeridade e ataques que vem sendo aplicados em todo o mundo. A estimativa é de que participem dos protestos cerca de 150 mil pessoas.

Em última reunião de organização, Herbert Claros conta que “foram mais de 100 pessoas de diversas organizações, dentre elas, o Jubileu Sul, partidos de esquerda, movimentos populares e estudantis, de mulheres que estão a frente de importantes mobilizações na Argentina, imigrantes, além das Centrais Sindicais CTA [Central dos Trabalhadores da Argentina], CTA Autônoma e a CGT [Confederação Geral do Trabalho]”, relata o dirigente.

Repressão às custas dos trabalhadores - Em convocatória da Rede Internacional, o conjunto de entidades ressalta que "a cúpula do G20 não é um assunto só do povo argentino, nem ’dos 20’ cujos governos fazem parte deste grupo de poderosos defensores do capital", além de denunciar que o sistema de segurança organizado para a realização da Reunião da Cúpula do G20 "culminará na militarização do país, através da compra de armamento e equipamentos antidistúrbios e de defesa aérea, visando disciplinar os protestos sociais em insurgência. Do orçamento total do G20 – 3 bilhões de pesos argentinos –, mais de um terço será destinado para ’segurança e defesa’. Além disso, durante os dias de reunião da cúpula, o governo entregará o controle da segurança diretamente às forças repressivas dos países centrais, como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França e Israel (sendo que esta última não participa do G20)".

Momento de fortalecer – O governo de Macri tem sofrido constantemente com a insatisfação popular e as fortes mobilizações dos trabalhadores e de movimentos populares contra os ajustes econômicos e retirada de direitos. Além dos inúmeros casos de corrupção no Congresso.

Mesmo diante de tal fragilidade, tanto Macri quanto o conjunto dos países que compõem o G20, têm a intenção de alinhar as políticas de austeridade ao FMI. Na Argentina, especialmente, o próximo período servirá para garantir a aprovação parlamentar do orçamento nacional de 2019, ano eleitoral, resultando em mais cortes e ataques aos trabalhadores.

– Não ao G20 e o FMI e suas políticas neoliberais de ataque aos trabalhadores e a juventude!

– Contra as reformas estruturais como trabalhista, da previdência, educacional que afetam ainda mais os trabalhadores!