Réseau Syndical International de Solidarité et de Luttes


dimanche, 15 septembre 2019

 
 

 

Chamado a mobilizacao global pelo clima de 20 a 27 de septembro

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O planeta Terra já entrou na fase de emergência climática. Desde a Red Sindical Internacional de Solidariedade e Luta, consideramos que esta situação é consequência direta de um modelo de produção e consumo desenfreado e inapropriado, que coloca em risco nossa sobrevivência e tem um efeito devastador nas populações mais vulneráveis e pobres do mundo. Não responder com a suficiente rapidez e contundência à emergência climática implicaria a morte de milhões de pessoas e a extinção de espécies imprescindíveis para a vida na terra.

Partimos de um fato inquestionável hoje em dia : a mudança climática não é o problema inicial, e sim, o sistema de produção, distribuição e consumo, chamado capitalismo, baseado no crescimento do lucro pelo lucro, para o benefício privado de uma minoria. É a causa e ao mesmo tempo o problema, em consequência, não existem “transições justas” dentro do sistema capitalista.

Além disso, a degradação ambiental das condições de vida se sofre de forma desigual em função da classe social, o sexo, a procedência ou as capacidades. Defendemos que a transição tem de enfrentar estas hierarquias e defender e reconhecer de forma especial à população mais vulnerável.

Com a assinatura do Tratado de Comercio EU-Mercosul, a União Europeia entra em contradição com seus objetivos ambientais, facilitando o desmatamento da Amazônia, ameaçando o consumo das proximidades, pondo em risco a sobrevivência dos pequenos agricultores, assinando um tratado feito à medida das Multinacionais europeias e agroalimentares, que não duvidarão em destruir o Planeta com a cumplicidade de governos de ultra=direita como o de Bolsonaro, que minimizam e apoiam a destruição da Amazônia, ameaçando a sobrevivência e a forma de vida das comunidades indígenas, verdadeiras proprietárias do território. A União Europeia se converte assim na maior defensora do livre comércio e da impunidade corporativa.

As grandes corporações e o governo dos Estados Unidos também põem em perigo a Amazônia e junto com a China são os maiores contaminadores do mundo e principais defensores da indústria de petróleo.

Por tudo isto, desde a Red Sindical Internacional de Solidariedade e Luta, fazemos um chamamento à mobilização da classe trabalhadora em apoio às ações de desobediência civil e mobilizações (greves, manifestações, etc.) que acontecerão a nível mundial na semana de 20 a 27 de setembro, junto com a juventude e outras organizações sociais, exigindo desde a luta sindical a distribuição do trabalho, a redução da jornada com mesmo salário, a eliminação dos combustíveis fósseis, reivindicamos uma mudança do modelo produtivo para produzir os bens socialmente necessários, conscientes de que a luta em defesa do planeta é e deve ser a luta da classe trabalhadora contra o capitalismo.