Red Internacional de Solidariedad y de Luchas


Jueves, 19 de octubre de 2017

 
 

 

| Egito | Corte militar desrespeita a Justiça ao condenar estudantes e trabalhadores portuários

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No Egito, há estudantes e trabalhadores portuários, em luta contra os ataques do governo autoritário e as condições precárias de trabalho, que sofreram desaparecimentos forçados, foram torturados e condenados, a prisão perpétua ou à morte, pelos tribunais militares do país.

De acordo com a campanha egípcia "Basta de julgamentos militares contra civis", oito homens foram condenados à morte após um julgamento que, segundo a Anistia Internacional, se deu de maneira "abusiva", enquanto há outros condenados que receberam pena de prisão perpétua.

Não só os próprios acusados ​​enfrentam tortura, como também, em alguns casos, familiares foram abusados na presença dos condenados.

Um estudante de 19 anos, Abdel Basir Abdel Raouf, é o réu mais jovem, e aguarda execução. Omar Mohamed, também estudante, foi sequestrado pelas forças de segurança em 1º de junho de 2015, com seus amigos Sohaib Saad e Esraa al-Taweel. Ele foi torturado e espancado por 15 dias.

Nenhuma evidência foi apresentada nos julgamentos. Mohamed Fawzy, um engenheiro elétrico de 23 anos que está entre os condenados à morte, foi acusado de colaborar com a fabricação de bombas, mas nenhum dos equipamentos supostamente desenvolvidos por ele foi listado entre os seus bens apreendidos.

Além deste casos, os julgamentos militares também têm sido amplamente utilizados contra os manifestantes de movimentos estudantis.

Pelo menos 160 estudantes foram encaminhados para os tribunais militares entre 2014 e 2015, depois de uma nova lei em vigor que designa as universidades como "instituições militares".

Dentre os portuários, 13 trabalhadores do estaleiro de Alexandria estão sendo julgados por um tribunal militar após prisão durante protestos dos trabalhadores contra precarização e por melhores salários.

Nos últimos quatro anos, os trabalhadores não recebem o bônus de participação nos lucros. Os trabalhadores também protestaram sobre os procedimentos de segurança inadequadas e cuidados de saúde.

Com informações de egyptsolidarityinitiative.org