Rede Internacional Sindical de Solidariedade e Lutas


domingo, 20 de Setembro de 2020

 
 

 

Estão em guerra… Contra a nossa gente!

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Governos e patrões dizem que estão em guerra contra o coronavírus. Na realidade, eles estão travando uma guerra contra nossa classe social. Uma guerra contra nós, por seus lucros!

A crise mundial da saúde é em grande parte uma conseqüência do sistema capitalista

Claro, isso não significa que o vírus foi criado pelo capitalismo; mas o desastre humano que conhecemos é devido ao capitalismo. Em todo o mundo, os governos tomam as mesmas decisões, embora em graus um pouco diferentes: eles começaram reduzindo a magnitude da epidemia, não por ignorância, mas porque patrões, acionistas e capitalistas tinham como prioridade a proteção de seus interesses. Os benefícios de uma minoria contra a saúde de bilhões de pessoas!

Uma vez instalada a crise, o dano do capitalismo volta-se contra nós

  • Infraestrutura insuficiente de pessoas e meios em todos os setores da saúde: é o resultado da destruição de serviços públicos em uma parte do mundo, de sua quase inexistência na outra parte.
  • Falta de material de proteção: máscaras, gel hidroalcoólico, testes de detecção, dispositivos respiratórios, etc. Mas as fábricas continuam produzindo armas. Os capitalistas vêem apenas seus benefícios, não o interesse coletivo.
  • Em vários países, pesquisadores demostram que nos últimos anos seus trabalhos científicos sobre os vírus foram abandonados por razões orçamentárias. Os capitalistas preferem investir nas multinacionais farmacêuticas que promulgam suas leis sobre medicamentos.

Durante a crise da saúde, os negócios continuam!

No mundo do trabalho, os capitalistas não tem escrúpulos:

  • Patrões estão mantendo ativas uma infinidade de empresas que não são essenciais para a vida da população em um período de perigo sanitário como o que estamos conhecendo. Para continuar ganhando seus lucros, os capitalistas colocam em risco a saúde e a vida de milhões de trabalhadores em todo o mundo.
  • Nos setores realmente essenciais (que devem se limitar ao que está diretamente relacionado à saúde, alimentação e acesso a gás, eletricidade, água ...), os patrões destacam "gestos de barreira", referindo-se responsabilidade de cada indivíduo com a higiene. Mas, em muitas empresas nada é feito para tornar esses gestos de barreira aplicáveis e não são suficientes. São os trabalhadores juntos com o sindicato e comissões internas que devem determinar e revisar as melhores formas de cuidados da saúde de cada um. Não são os patões que não trabalham e que estão nest condições para defini-lo: cabe a nós fazê-lo, em todos os serviços, estabelecimentos, empresas e atividades porque é realmente indispensável.
  • Os capitalistas usam a crise da saúde para restringir ainda mais nossos direitos, nossos ganhos sociais. Em cada país, grande parte das "medidas de emergência" consiste em ataquesaos direitos como diminuir a jornada e salarios, férias, direito à greve, etc.
  • A situação é ainda pior nas regiões do mundo que são vítimas diretas do colonialismo. Para os povos que estão submetidos a miséria a crise da saúde terá consequências terríveis.

As resistências foram organizadas

O contexto que conhecemos é difícil. A Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas quer neste momento se apoiar nas experiencias de mobilização e conscientização classista dos trabalhadores frente ao coronavirus, nosso foco não é definir slogans mas construir um movimento popular masivo, de resistência e conquista a partir dos locais de trabalho e de moradia, unindo livremente e coordenando também a nível internacional.

  • Devemos apoiar e divulgar as lutas que ocorram em todas as regiões do mundo.
  • Vamos nos reunir por setores profissionais, mas também para defender direitos específicos e alcançar a igualdade social (mulheres, migrantes, populações oprimidas Não queremos que os mais pobres, os mais precários, paguem pela crise da saúde.
  • Todos os trabalhadores, independentemente da sua situação (assalariados, autônomos, desempregados, temporários, sazonais etc.) devem receber uma garantia de 100% de seu salário, com um mínimo garantido para todos, com base no custo de vida do país.
  • Vamos nos organizar em nossos locais de trabalho e vida! Governos, Estados, são instrumentos a serviço do capitalismo.
  • Busca de empresas, serviços, lojas, locais públicos, necessários para responder à emergência de saúde!

Não vamos deixar que os capitalistas organizem catástrofes planetárias!