Réseau Syndical International de Solidarité et de Luttes


jeudi, 9 juillet 2020

 
 

 

Lutemos contra o coronavírus, mas não só...

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Incoerências são numerosas, principalmente devido à preocupação em proteger os interesses dos patrões. E, em muitos países, isto vem depois de anos de destruição dos sistemas de saúde, e mais amplamente, de todos os serviços públicos ; em outros, o subdesenvolvimento mantido pelo colonialismo, faz com que a situação seja ainda mais grave. Não somos aqueles que menosprezam a pandemia e afirmam que é uma “conspiração”. Mas não aceitaremos qualquer coisa em nome de uma pseudo “unidade nacional”, que, como em outros temas, querem nos fazer esquecer que os interesses dos que governam o mundo não são nossos. Deve-se tomar medidas de emergência, tanto materiais como financeiras, é justo exigir sua aplicação, mas também é necessário não confiar nos próprios responsáveis da situação para sair dela e construir uma sociedade que “não pise sobre nossa cabeça”.

Para os trabalhadores e trabalhadores com contratos de trabalho precários, a única proposta é o desemprego !

Enquanto os presidentes, ministros e outros comunicadores dizem bonitas frases como “a necessária solidariedade”, os patrões agem... como patrões : sua preocupação é manter os benefícios dos acionistas. As demissões de trabalhadores e trabalhadoras com contrato precário se multiplicam.
Em todo o mundo, as populações mais vulneráveis serão as mais afetadas pela pandemia do coronavírus. Sem casa, sem trabalho, sem recursos e muitas vezes sem acesso à serviços sanitários e de saúde, devido à inexistência ou o deterioro dos sistemas públicos (hospitais, centros de saúde, etc).

Desemprego parcial, trabalho remoto e creches/escolas : para quem e como ?
De um país a outro, as regras – quando existem – são diferentes. A manutenção do salário integral está longe de ser adquirida em caso de desemprego parcial. O trabalho remoto ou home office, não é aplicável a todas as profissões. E, quando é possível, supõe medidas de acompanhamento que muitas empresas não se preocupam em atender. As consignas patronais – tanto no setor privado como o público – são repetidamente genéricas, contraditórias, parcialmente inaplicáveis.

Exigimos dos poderes públicos o que é sua obrigação !
As decisões governamentais devem ser acompanhadas de medidas concretas, tais como :
• Licença remunerada do trabalho com pagamento integral de salário para evitar a propagação do vírus nos locais de trabalho coletivo. Com exceção das fábricas de produtos hospitalares, farmacêuticas e de alimentos.
• Estabilidade no trabalho. Sem demissões.
• Cobertura total aos acidentes de trabalho por substâncias contaminantes.
• Indenização de 100 % em caso de desemprego parcial.
• Cobertura total de 100 % dos afastamentos para o cuidado com os filhos.
• Nos lugares de trabalho que ainda estão em funcionamento : reorganização das atividades e determinação de formas preventivas, de acordo com as necessidades dos assalariados, que também estão em melhores condições para definir as medidas que se devem adotar. O sindicato, porque é a agrupação dos assalariados que estão em serviço, está em condições de reunir as propostas e discutir possíveis prioridades.

E tomemos o que é nosso !
É o momento de pedir, por exemplo, o confisco da saúde privada, o controle da produção e distribuição de máscaras, a instauração de distribuição pública dos medicamentos, a recuperação dos postos de trabalho perdidos nos hospitais públicos, etc. A situação atual nos levanta estas perguntas com a maior força possível : e se fossem os primeiro envolvidos aqueles que discutissem, preparassem e decidissem os orçamentos hospitalares ? Pesquisa ? Na realidade, de todos os setores úteis para a vida social ?

1,430 bilhões (1430000000) de dividendos distribuídos aos acionistas do mundo todo em 2019
Recordemos que os dividendos são só uma parte dos benefícios das empresas... Então, em lugar de “ajudar as empresas” (de fato, os acionistas), como fazem os governos capitalistas, os destruidores do sistema público, os tecnocratas, e partidários de medidas liberais, há que impor outra lógica. A lógica do movimento social que, em base a suas lutas, construiu a seguridade social, o hospital público e a pesquisa pública que os sucessivos governos não deixam de paralisar, desviar e desmantelar ; sem esquecer as alternativas que foram produzidas e experimentadas por esse mesmo movimento social.

Saúde, educação, transporte, alimentação, moradia, etc., as necessidades sociais de todos podem ser atendidas se nós decidirmos ! Paremos as contrareformas que destroem nossos direitos !