Réseau Syndical International de Solidarité et de Luttes


mercredi, 16 août 2017

 
 

 

| Palestina | Hebron é declarada como "Zona Militar Restrita" e movimento de direitos humanos denuncia abusos

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A cidade de Al-Khalil (Hebron), Cisjordânia Ocupada, local em que cerca de 500 colonos israelenses vivem em assentamentos ilegais, ilhados em bairros majoritariamente habitados por palestinos, a Rua Shuhada e o bairro de Tel Rumeida foram declarados pelo exército israelense como "Zona Militar Restrita".

Esta ação tem sido considerada por organizações de Direitos Humanos como punição coletiva, e são muitos os relatos de violência e de assassinatos - execuções extrajudiciais - nesta região, que tem sido local de fortes tensões.

O Movimento Internacional de Solidariedade (ISM, sigla em inglês) divulgou nota contra esta determinação militar e exige o fim destas restrições e dos abusos contra os palestinos que residem e transitam na região e ativistas de Direitos Humanos que são expulsos por soldados israelenses.

Confira abaixo a nota :

Rua Shuhada e Bairro de Tel Rumeida são declarados "Áreas Militares Restritas" ; ativistas são expulsos da região e casas são invadidas

No dia 1º de novembro, por orientação das forças israelenses da ocupação, os residentes palestinos de Al Khalil se registraram em um banco de dados. Desde o dia 3 de novembro, todos os não residentes, incluindo os trabalhadores de direitos humanos, médicos, professores e outros profissionais são impedidos de entrar na região.

Esta declaração de "Zona Militar Restrita" vem em meio a um mês de longa escalada de violência, matando mais de 70 palestinos na Cisjordânia e em Gaza - um terço deles em Hebron. Muitos dos assassinatos extrajudiciais em Hebron estão ocorrendo nas áreas já evacuadas por observadores de direitos humanos internacionais que faziam a vigilância e a divulgação do que testemunhavam.

A partir de 3 de novembro, todos os monitores internacionais de direitos humanos em Tel Rumeida foram expulsos da área sob ameaça de prisão e deportação subsequente.

Embora a ordem seja emitida e dure por um dia, ela é renovada diariamente, e as forças da ocupação informam aos moradores e observadores de direitos humanos que a determinação terá longo prazo de duração.

No dia 7 de novembro, as forças israelenses invadiram várias casas palestinas, prendendo famílias, enquanto colonos percorriam livremente pelas ruas e gritavam "Morte aos árabes !"

"Soldados e colonos estão tornando insustentável a vida para os palestinos, a fim de forçá-los a deixar suas casas voluntariamente. Este é um crime previsto sob a lei internacional. Eles estão alvejando ativistas para silenciar a verdade e impedir que a verdade alcance o mundo inteiro ", explica o morador de Tel Rumeida, Abed Salaymeh.

Outros observadores internacionais de direitos humanos foram diretamente perseguidos ​​pelas forças israelenses com prisões, expulsões e violência por parte dos colonos. Tais condições facilitam outras execuções extrajudiciais neste bairro, bem como novas aquisições de casas palestinas por colonos israelenses.

O Movimento Internacional de Solidariedade (ISM, sigla em inglês) faz um apelo a comunidade internacional para que sejam tomadas urgentemente ações contra a recente declaração das Forças Israelenses de que são agora "Áreas Militares Restritas" o bairro de Tel Rumeira e a rua principal Shuhada.

O ISM pede :

  • Fim imediato da determinação de "Zona Militar Restrita" em Tel Rumeida e na Rua Shuhada
  • Fim dos ataques e das ameças aos residentes e ativistas estrangeiros
  • Remoção das restrições de mobilidade pelos bairros de Al Khalil (Hebron)
  • Remoção de todos os assentamentos ilegais de Al Khalil (Hebron)

Fazemos um apelo a sociedade civil no mundo inteiro para que apoiem nossas reivindicações citadas e que pressionem o governo israelense para que cessem os abusos e violações de direitos humanos contra o povo palestino, e se juntem a campanha de BDS (Boicote, Desinvestimentos e Sanções).