Red Internacional de Solidariedad y de Luchas


Jueves, 19 de octubre de 2017

 
 

 

Pela libertação de Georges Ibrahim Abdallah, detido na França desde 1984

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As organizações que integram a Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas apoiam a plataforma do coletivo pela libertação de Georges Ibrahim Abdallah, militante libanês revolucionário comunista e anti-sionista. Ele está detido nas prisões do Estado francês desde 1984. O Coletivo foi formado em junho de 2004. Ele reúne ativistas de diferentes origens mas cientes que só a luta organizada e consistente pode arrancar os ativistas revolucionários das prisões imperialistas. O Coletivo promove e organiza ações a fim de popularizar e mobilizar em torno da causa de Georges Abdallah, destacando a luta comunista, anti-imperialista e antissionista deste revolucionário.

Libertando revolucionários das prisões
George está na prisão desde 1984, e pode ser libertado por uma simples ordem administrativa do Ministério da Justiça (possibilidade que existe após 15 anos de detenção). Em Novembro 2003 a jurisdição regional de liberdade condicional de PAU decidiu autorizar a libertação de Georges Abdallah com a condição de que ele deixe a França. Por despacho do Ministro da Justiça, Dominique Perben, o Procurador-Geral imediatamente recorreu da decisão, e George permanece preso. A fúria que sofre este ativista revolucionário revela claramente os interesses de classe defendidos pelo Estado. Símbolo vivo do militante fiel a seus compromissos e que continua a lutar na prisão, ele sofre a violência da burguesia como um alerta de classe contra qualquer sinal de combate. É responsabilidade de todos que apóiam sua luta ou que simplesmente condenam a repressão organizar a solidariedade concreta desde fora contra a prisão de ativistas revolucionários. De fato abrir as celas onde estão presos os revolucionários é concretamente se solidarizar e demonstrar que a luta pode ser ganha. O Coletivo faz sua a análise do próprio Georges quando diz "Nós sabemos que a prisão de revolucionários não se devem apenas a decisões judiciais mas são sempre, na forma e conteúdo, determinações das autoridades políticas. Por isso sua libertação é função dos movimentos anti-capitalistas e anti-imperialistas".

Uma luta anti-imperialista
A "nova ordem mundial", que se destina a levar a paz e a prosperidade para o mundo após o fim da União Soviética, ou "a guerra do bem contra o eixo do mal" liderada pelas forças imperialistas traz apenas destruição, morte e miséria. No Oriente Médio há uma ofensiva imperialista generalizada. O Iraque ocupado, após 10 anos de embargo criminoso, tornou-se um dos símbolos de uma guerra contra os povos oprimidos. No Líbano o imperialismo luta para tomar as riquezas do país e acabar com o combate anti-sionista. Na Palestina ocupada, o sionismo continua a sua política colonial contra um povo. Na verdade, a luta do povo palestino desde 1936 mostra a natureza do inimigo: é uma luta anti-colonial. O Coletivo apoia a opção de paz que o povo palestino fez há muito tempo: um Estado livre, democrático e secular. No entanto, esta opção de paz pressupõe o desmantelamento do apartheid na Palestina ocupada como foi o caso na África do Sul. O direito de retorno dos palestinos continua a ser a questão central para esta solução. A luta contra a ideologia reacionária sionista é a nossa luta política contra o colonialismo em todas as suas formas. Da mesma forma, a luta na França contra todas as formas de racismo, incluindo o antissemitismo, é um aspecto fundamental do nosso compromisso. O combate de Georges Abdallah obviamente remete-nos para a situação atual do povo palestino e o período difícil na sua luta contra a entidade sionista. Os vários "planos de paz" em realidade planos de capitulação não podem impedir o povo palestino de encontrar os meios de libertação através da Intifada. As palavras de Georges Ibrahim Abdallah são os de um revolucionário que continua a luta mesmo preso: "Camaradas derrotemos os agressores imperialistas em seu terreno. Este é o caminho mais curto ou menos dispendioso a fim de evitar a catástrofe da desintegração mortal das massas populares."

E-mail: liberonsgeorges@no-log.org Blog: http://liberonsgeorges.over-blog.com