Red Internacional de Solidariedad y de Luchas


Lunes, 11 de diciembre de 2017

 
 

 

Rede Sindical Internacional de solidariedade e de Lutas

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Esse chamado é feito por organizações sindicais da Europa, África, América Ásia.
Nossas filiações ou não-filiações internacionais são diversas: membros da Confederação Internacional Sindical, membros da Federação Sindical Mundial, membros de nenhuma dessas duas organizações, participantes de diversas redes sindicais internacionais, etc.
Esse chamado é para todas as organizações sindicais que se reconhecem no sindicalismo de luta, na democracia operária, na auto-organização dos trabalhadores e trabalhadoras e na necessidade da transformação social.

A crise do sistema capitalista e suas consequências em todo o mundo: as crises econômica, financeira, ecológica e social se atrelam e se autoalimentam. Essa crise global do capitalismo mostra o impasse de um desenvolvimento baseado na distribuição cada vez mais desigual das riquezas produzidas, a desregulamentação financeira, o livre comércio generalizado e o desprezo pelos imperativos ecológicos.

Para salvar os lucros dos acionistas e proprietários, para garantir o futuro dos bancos, instituições globais (Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Organização Mundial do Comércio, etc.), governos e patrões atacam cada vez mais pesadamente os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

O atual sistema econômico e político organiza o saque a diversos países, obriga milhões de pessoas a deixarem sua terra natal para sobreviver... E depois nega todos os direitos com o pretexto deles e delas serem imigrantes.
Destruição dos serviços públicos, questionando todos os direitos sociais, ataque aos direitos sindicais, liberdades sindicais violadas, desenvolvimento da precariedade e do desemprego para pressionar as populações... Os métodos são os mesmos utilizados em todos os países!

Para chegar a seus fins utilizam todos os meios: criminalização, processos, prisões, intervenções policiais, ocupações militares, todas as formas de barreiras aos direitos coletivos e individuais. A repressão é uma de suas armas contra aqueles que resistem, que se opõem, que constroem alternativas. Nossa solidariedade, para além das fronteiras, é uma de nossas respostas.

O sindicalismo que reivindicamos não endossa pactos com poderes para validar as medidas anti-sociais. Reivindicamos o sindicalismo com a responsabilidade de organizar a resistência na escala internacional, para construir através das lutas a necessária transformação social.

Nosso sindicalismo visa derrubar o modelo de desenvolvimento econômico, social e político, baseado na hegemonia do lucro, finanças e competitividade. Nós queremos construir um sistema fundamentado nos bens comuns, sob a redistribuição das riquezas entre todos aqueles e aquelas que participam de sua criação, sob os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e sob um desenvolvimento ecologicamente sustentável.
Nós reivindicamos a extensão, democratização e apropriação social dos serviços públicos (educação, saúde, transporte, energia, água, moradia, etc). A livre circulação de pessoas e igualdade de direitos sociais e políticos de todos e todas, independente da nacionalidade, da origem, do sexo, fazem parte dos nossos objetivos em comum.
Nosso sindicalismo alia a defesa dos interesses imediatos dos trabalhadores e trabalhadores, e a vontade de mudança social profunda. Ele não se limita ao campo de reivindicações econômicas, ele engloba assuntos como o direito a moradia, à terra, igualdade entre homens e mulheres, conta o racismo, pela ecologia, contra o colonialismo.

Os interesses que nós defendemos são aqueles da classe trabalhadora (trabalhadores e trabalhadoras em atividade ou aposentados, desempregados e desempregadas, jovens em formação). Eles se articulam com os interesses dos povos de todas as regiões do mundo. E nós nos posicionamos frontalmente contra os patrões, os governos e instituições que estão a seu serviço, e nós reivindicamos nossa autonomia diante de qualquer organização política.

As organizações sindicais internacionais existentes; as redes sindicais foram criadas sob os campos profissionais ou geográficos. De uma região do mundo para a outra, nossas historias sindicais, nossas estruturas sindicais, nossas filiações sindicais, são diferentes. Mas nós compartilhamos o que é essencial: estamos determinados e determinadas a avançar na coordenação de um sindicalismo de lutas no plano internacional.
Nós não nos proclamamos como uma nova organização sindical internacional. Nós decidimos fortalecer, ampliar, tornar mais eficaz, uma rede de sindicalismo ofensivo, democrático, autônomo, alternativo, feminista, internacionalista.
Nós queremos compartilhar nossas experiências, enriquecê-las com resistências e a conquistas de todos e todas, construir a unidade para além das fronteiras, implementar a solidariedade internacional dos trabalhadores e trabalhadoras. Diante da crise que atinge as populações de todos os países e que o capitalismo é responsável, é necessário coordenar e unificar nossas lutas. Fazemos um chamado aos coletivos sindicais para se juntar a nós para construir essa unidade de ação sindical, necessária para combater os recuos sociais, conquistar novos direitos e construir uma sociedade diferente.

Nós não lutamos para voltar atrás. Certamente, os ataques à classe trabalhadora são muito fortes e por vezes vem sob novas formas. Mas a exploração capitalista não é uma novidade e é com ela que devemos romper, para criar formas de organizar a sociedade com base nas necessidades da população.
Vamos construir passo a passo essa abordagem, junto de todas as organizações sindicais de luta, porque o sistema capitalista não é um modo de organização intransponível para nossas sociedades, construir e mudar através de lutas coletivas cotidianas e reflexões diárias sobre a sociedade que almejamos para o amanhã.

Depois do encontro internacional de março de 2013, nós temos metas concretas, compromissos compartilhados. Juntos os definimos e juntos iremos fazer:
- Nós agiremos em longo prazo por meio da solidariedade internacional, e notadamente contra todas as repressões anti-sindicais. Nosso combate é contra todas as opressões, notadamente as contra as mulheres.
- Nós iremos intervir de maneira unitária e coordenada por apoiar as lutas e as campanhas internacionais pré-existentes, afirmando o direito à autodeterminação dos povos: apoio ao povo Palestino e Sahrawi, o reconhecimento do sindicalismo autônomo nos países do Maghreb e do Oriente Médio, contra a ocupação militar no Haiti, contra os tratados europeus que impõem austeridade, pelo direito de todos os povos a decidir seu futuro.
- Fortaleceremos e ampliaremos o trabalho internacional realizado em setores profissionais (transporte, educação, call center, industria, comercio, saúde, etc) e sob as questões interprofissionais (direito das mulheres, imigração, moradia, ecologia, saúde, trabalho, etc); desde já, o trabalho se organiza entre vários desses setores, e tal animação é apoiada por sindicatos nos nossos diferentes países.
- Nós continuaremos o trabalho de reflexão e elaboração sobre as questões da crise do sistema capitalista e as alternativas a esse sistema.
- Enfim, nós compartilharemos os meios materiais e necessários para realização dos nossos projetos em comum: websites, listas de trocas por email, coordenação por setores profissionais, etc.


Signatures au 14 avril 2013 :

Organisations syndicales nationales interprofessionnelles

  • Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas) - Brésil.
  • Confederación General del Trabajo (CGT) - Etat espagnol.
  • Union syndicale Solidaires (Solidaires) - France.
  • Confédération Générale du Travail du Burkina (CGT-B) - Burkina.
  • Confederation of Indonesia People’s Movement (KPRI) - Indonésie.
  • Confederación Intersindical (Intersindical) - Etat espagnol.
  • Syndicat National Autonome des Personnels de l’Administration Publique (SNAPAP) - Algérie.
  • Batay Ouvriye - Haïti.
  • Unione Sindacale Italiana (USI) - Italie.
  • Confédération Nationale des Travailleurs - Solidarité Ouvrière (CNT SO) - France.
  • Sindicato de Comisiones de Base (CO.BAS) - Etat espagnol.
  • Organisation Générale Indépendante des Travailleurs et Travailleuses d’Haïti (OGTHI) - Haïti.
  • Sindacato Intercategoriale Cobas (SI COBAS) - Italie.
  • Confédération Nationale du Travail (CNT-f) - France.
  • Intersindical Alternativa de Catalunya (IAC) - Catalogne.
  • Union générale des travailleurs sahraouis (UGTSARIO) - Sahara occidental.
  • Ezker Sindikalaren Konbergentzia (ESK) - Pays basque.
  • Confédération Nationale de Travailleurs du Sénégal Forces du Changement (CNTS/FC) - Sénégal.

Organisations syndicales nationales professionnelles

  • National Union of Rail, Maritime and Transport Workers (RMT) - Grande-Bretagne.
  • Centrale Nationale des Employés – Confédération Syndicale Chrétienne (CNE/CSC) - Belgique.
  • Sindicato Nacional de Trabajadores del Sistema Agroalimentario (SINALTRAINAL) - Colombie.
  • Fédération Générale des Postes, Telecom et Centres d’appel - Union Générale Tunisienne du Travail (FGPTT/UGTT) - Tunisie.
  • Trade Union in Ethnodata - Trade Union of Empoyees in the Outsourcing Companies in the financial sector - Grèce.
  • Syndicat national des travailleurs des services de la santé humaine (SYNTRASEH) - Bénin
  • Organizzazione Sindicati Autonomi e di Base Ferrovie (ORSA Ferrovie) - Italie.
  • Sindicato Único de Trabajadores del Grupo Ripley S.A - Pérou.
  • Union Nationale des Normaliens d’Haïti (UNNOH) - Haïti.
  • Confederazione Unitaria di Base Scuola Università Ricerca (CUB SUR) - Italie.
  • Confederazione Unitaria di Base Immigrazione (CUB Immigrazione) - Italie.
  • Coordinamento Autorganizzato Trasporti (CAT) - Italie.
  • Confederazione Unitaria di Base Credito e Assicurazioni (CUB SALLCA) - Italie.
  • Union Nationale des Travailleurs du Mali – Synd. des travailleurs du rail (SYTRAIL/UNTM) – Mali.
  • Gıda Sanayii İşçileri Sendikası - Devrimci İşçi Sendikaları Konfederasyonu (GIDA-IŞ/DISK) - Turquie.
  • Syndicat National des Travailleurs du Petit Train Bleu/SA (SNTPTB) - Sénégal.
  • Asociación Nacional de Funcionarios Administrativos de la Caja de Seguro Social(ANFACSS) - Panama.

Organisations syndicales locales

  • Union Sindicale di Base Milanoest - Casa dei Sindacati di Base – (USB Milanoest) - Italie.
  • Trades Union Congress Liverpool (TUC Liverpool) - Angleterre.
  • Sindacato Territoriale Autorganizzato (ORMA) - Italie.
  • Fédération syndicale SUD Service public, canton de Vaud (SUD Vaud) - Suisse
  • Etudiants Fédération Générale du Travail de Belgique sections bruxelloises (Etudiants FGTB Bruxelles) - Belgique.
  • Sindicato Unitario de Catalunya (SU Metro) - Catalogne.
  • Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN) – Brésil.
  • Türkiye DERİ-İŞ Sendikasi - Tuzla et Izmir (DERİ-İŞ Tuzla et Izmir) - Turquie.

Organisations syndicales internationales

  • Industrial Workers of the World - International Solidarity Commission (IWW)

Courants, tendances ou réseaux syndicaux

  • Transnationals Information Exchange Germany (TIE Germany) - Allemagne.
  • Emancipation tendance intersyndicale (Emancipation) - France.
  • Globalization Monitor (Gmo) - Hong Kong.
  • Courant Syndicaliste Révolutionnaire (CSR) - France.
  • No Austerity - Coordinamento delle lotte - Italie.
  • Solidarité Socialiste avec les Travailleurs en Iran (SSTI) - France.
  • Basis Initiative Solidarität (BASO) - Allemagne.
  • LabourNet Germany - Allemagne.
  • Resistenza Operaia - operai Fiat-Irisbus - Italie.

Pour les organisations syndicales, courants, tendances ou réseaux syndicaux qui souhaitent signer l’appel : syndicalisme.inter@solidaires.org