Réseau Syndical International de Solidarité et de Luttes


dimanche, 25 juin 2017

 
 

 

Um chamado à greve Greve Geral por direitos trabalhistas no Brasil

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Um dia de paralisação nacional, no último dia 15 de abril, promovido pelas direções sindicais brasileiras unificou o movimento sindical e popular brasileiro em torno da defesa de históricos direitos trabalhistas, que vem sendo atacados no Congresso Nacional.

Neste dia, a CSP-Conlutas — Central Sindical e Popular fez uma unidade de ação com outros setores do movimento de massas e parte do setor sindical governista que controla a grande maioria dos sindicatos do país. A estratégia de impulsionar as massas a irem às ruas : fábricas importantes foram paralisadas e grandes passeatas ocorreram nas principais cidades do país.

Trata-se de um importante momento para a classe trabalhadora brasileira, uma vez que pode estar se desenhando a primeira greve geral desde as derrotas da década de 1990, quando houve uma enorme privatização e desnacionalização de importantes recursos brasileiros, como mineração, telefonia e bancos públicos.

Uma resolução da Secretaria Nacional Executiva da CSP-Conlutas chama os principais setores sindicais do país para a construção de uma greve geral, uma vez que apesar da unidade de ação do dia 15, o projeto de lei continua em andamento no Congresso.

Ataques do governo Dilma Rousseff
A forte mobilização que está sendo construída se coloca contra um Projeto de Lei que institucionaliza a terceirização do trabalho, além de outras medidas que já foram implementadas e retiraram direitos dos aposentados e desempregados, como a redução do seguro-desemprego.
Atualmente, os trabalhadores terceirizados recebem em média salários 25% menores e trabalham três horas a mais por semana, além da rotatividade ser bem maior.

Este seria o maior ataque contra os direitos dos trabalhadores desde a década de 1960, quando uma ditadura militar abateu-se sobre o país.

Hoje, no Brasil, cerca de 40% dos trabalhadores atuam na informalidade, sendo que cerca de 20% do total já atuam em situação de terceirização, mesmo após uma década marcada pelo crescimento econômico. Em termos de comparação, mesmo após anos de crise, países do sul da Europa contam com cerca de 20% de trabalhadores nesta situação.